• Afonso Martins

Como deve ser estruturada a Qualidade de uma organização?



Muitas empresas lutam para definir como a Qualidade se encaixa na estratégia corporativa geral. Porém há um grande problema que muitas das vezes é visto e tratado de forma errada pelas organizações: ter a qualidade vista como um departamento e não como uma responsabilidade. 

Quando a gestão da qualidade é percebida como um departamento, os esforços para melhorar a qualidade dos produtos e processos tendem a ser localizados, e não em toda a organização. Em muitos casos, é a estrutura de qualidade dentro da organização que permite gerenciá-la de forma sistêmica. No entanto, quando a liderança tenta mudar a percepção que se tem da qualidade, ela pode criar um grande problema, ou melhor, um grande desafio.


Qual a melhor estrutura para a Qualidade?

É normal que a descentralização tende a acontecer se o modelo de negócios for muito grande, onde grupos diferentes teriam várias abordagens de qualidade. Em alguns casos, é ainda mais apropriado do que uma estrutura centralizada. Mas com a descentralização, normalmente há uma perda de qualidade, pois a direção estratégica da qualidade fica mais complexa. Não existe um certo ou errado, é preciso avaliar cada cenário e tomar a decisão de centralizar ou não com base no modelo do negócio.


É fácil mudar a estrutura da qualidade?

Quando uma organização já possui uma estrutura de qualidade montada Inicialmente, naturalmente haverá atrito interno quando se inicia uma nova abordagem. Sendo assim, podemos considerar que uma mudança de estrutura não é algo tão simples, porém essa resistência vai diminuindo quando a mudança começa a ser comprovada.

A primeira coisa a se fazer é deixar claro para todos os colaboradores que a Qualidade e que o seu cumprimento ou não poderá trazer impactos positivos ou negativos para a organização e esses impactos, de forma direta ou indireta afeta cada um pessoalmente. É preciso apresentar dados, mostrar os custos da boa e da má qualidade e onde cada colaborador se encaixa nesse processo.


A mudança deve ser imposta e sem justificativas

Quando a mudança é imposta pela alta direção, sem que haja justificativas e envolvimento das partes interessadas, o risco de insucesso é muito maior. É preciso espaço para flexibilidade. Ao deixar espaço para flexibilidade em como fazer um processo, você permite que as pessoas participem e é isso que faz as ideias fluírem. É o que os motiva a dizer “Não estou fazendo isso apenas porque as pessoas me mandaram”. Em vez disso, eles assumem a propriedade. A Qualidade precisa ser vista como uma provedora de soluções, não como a polícia dizendo às pessoas o que elas podem ou não fazer.

É preciso avaliar o modelo da organização e, com base nesse modelo, repensar a estrutura da Qualidade e propor mudanças. Para que as mudanças propostas possam acontecer de forma eficaz, é preciso encontrar maneiras de envolver todas as partes interessadas e fazê-las sentirem como responsáveis pela Qualidade. Só assim será possível incutir uma cultura pela qualidade dos produtos e processos.


Conhece alguma história sobre mudanças de estrutura da Qualidade? Deixe nos comentários.

Afonso Matos Martins

Editor do blog

Engenheiro Ambiental, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Especialista em Engenharia da Qualidade para Engenharia da Produção, MBA em Gestão Empresarial.

Please reload

Rede pessoal

  • LinkedIn Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon
  • Twitter Social Icon